Escrevendo no Dia do Escritor

Outro dia, recebi um comentário lindo em um dos meus textos no blog elogiando a minha veia literária e sugerindo que eu começasse a escrever umas crônicas. Também já ouvi de um amigo que tenho pinta de Jornalista. Será que esse é o meu caminho e estou ignorando as grandes possibilidades que tenho com a escrita?

Sempre amei escrever, e esse prazer aumenta à medida que continuo fazendo meus textos, sejam pro blog, para clientes ou colaborando em outros espaços. Hoje, Dia Nacional do Escritor, recebi os parabéns, juntamente com mais um monte de colaboradores de um grupo que faço parte, e confesso, me senti lisonjeada de ser considerada “escritora”.

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Sou amante do lápis, do papel, da agenda, e também sou da era da tecnologia, dos smartphones, notebooks e tablets. Sou daquelas que escreve quando está feliz, quando está triste ou apenas para liberar as tensões. Já escrevi cartas de amor, de despedida, de saudades… Algumas, o correio entregou, outras o vento levou, porque o simples ato de colocar pra fora em palavras escritas os sentimentos que me assolavam, foi o suficiente.

Quando criança, me esbaldava nas redações. Nos vestibulares, as melhores notas também eram nelas. Já quis juntar os cadernos com as pequenas histórias escritas no colégio e montar um livro, mas com as mudanças de casa, de foco, da vida, acabei me desfazendo deles, que seriam a minha primeira obra oficial. Uma pena…

Acredito que ainda haja tempo pra isso, afinal, escrever não tem idade, e quanto mais escrevemos, mais nos aperfeiçoamos e alimentamos a vontade de mostrar o mundo visto de outro ângulo para quem estiver disposto a gastar alguns minutos passeando por nossas linhas, algumas vezes, bem mal escritas (a nosso ver). Sim, porque nós, escritores, temos momentos super inspiradores e outros nem tanto, assim como todo profissional.

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O que importa, é saber que de alguma maneira, conseguimos mostrar em palavras, um mundo que poucos conseguem ver, admirar, e até, criticar. Acredito que isso acontece inconscientemente por vários motivos. Medo, falta de estímulo, por viver os dias como se todos eles fossem iguais e nada de novo pudesse despertar a vida que brota dentro de nós, a cada minuto, segundo, até o dia em que deixaremos pra trás momentos não vividos, sonhos não realizados, amores que nem sequer, foram expressados.

Ah… Estou eu aqui, falando da vida, quando na verdade era pra ser apenas um texto em homenagem ao Dia do Escritor. Mas, ser escritor talvez seja isso, né? Então, desejo a todos os que amam e vivem de escrever, que a inspiração e a criatividade nunca faltem, e quando faltarem, que elas deixem pingos que possam ser aproveitados até que tudo volte com força total de novo.

Texto: Luciana Caram, Consultora de Moda, Estilo, Marketing Digital (e escritora) | Imagens: Getty Images

em julho 25, 2017 Comente


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